🚀 Essa semana, durante uma reunião informal com meus sócios na GAUTICA — Éderson e Estevan — começamos falando sobre as novidades em Inteligência Artificial... e logo estávamos mergulhados em um daqueles assuntos que parecem ficção, mas são realidade: Stargate. Não o da TV — mas os dois mega projetos de infraestrutura de IA que estão sendo erguidos nos Estados Unidos (Texas) e nos Emirados Árabes (Abu Dhabi), com bilhões de dólares, centenas de milhares de GPUs e ambições de hospedar os modelos mais poderosos do planeta.
Só para você ter uma ideia: o Stargate UAE (Emirados Árabes) será operado pela Oracle e ocupará 26 km² de deserto, com consumo de até 5 gigawatts — isso é coisa de país, não de empresa.
E nos EUA, o Stargate Texas — também liderado pela OpenAI e parceiros como Microsoft e NVIDIA — já está em construção com a promessa de ser o maior centro de computação para IA do mundo ocidental.
É inevitável que, ao olhar para tudo isso, a pergunta venha à mente: será que estamos mesmo prestes a alcançar a AGI — a famosa Inteligência Artificial Geral?
No artigo a seguir, eu explico em 8 tópicos o que falta de verdade para chegarmos lá — além da infraestrutura. E por que, apesar do hype, a AGI ainda exige muito mais do que chips de última geração.
Você já tentou conversar com um chatbot e, minutos depois, percebeu que ele esqueceu completamente o que foi dito antes? Isso acontece porque, apesar de parecerem inteligentes, os modelos de IA atuais ainda não têm memória de longo prazo real. Cada conversa começa do zero. Eles não guardam contexto, não lembram de aprendizados anteriores e, principalmente, não mantêm metas persistentes ao longo do tempo — como nós, humanos, fazemos naturalmente.
É como se cada vez que você abrisse um chat, estivesse falando com alguém que sofreu amnésia profunda. E para que a AGI aconteça de verdade, isso precisa mudar. Uma inteligência geral precisa raciocinar com base em experiências passadas, aprender com erros anteriores e lembrar do que você disse ontem — ou há um ano.
No fundo, o que falta é o que nos torna humanos: continuidade, história, intenção. Ainda estamos ensinando essas máquinas a formar algo próximo de uma “mente”. E esse é só o primeiro passo.
Modelos de IA hoje são ótimos em reconhecer padrões: completam frases, sugerem códigos, até escrevem textos surpreendentes. Mas quando saem da “zona de conforto dos dados”, eles tropeçam.
O que ainda falta? A capacidade de raciocinar de verdade — como quando um ser humano deduz algo que nunca viu antes, usa lógica para resolver um problema novo ou conecta ideias distantes com criatividade. Isso é o que chamamos de raciocínio simbólico, e ele está ausente nos modelos atuais.
Imagine ensinar uma criança que “se todos os gatos têm bigodes, e o Garfield é um gato, então ele tem bigodes”. Essa dedução parece óbvia pra gente — mas para uma IA atual, ela não é tão simples. Ela precisa ter visto algo muito parecido antes para acertar.
A verdadeira AGI precisa ir além de repetir padrões. Ela deve ser capaz de pensar fora do padrão, generalizar para situações novas e aplicar lógica mesmo sem exemplos explícitos. É isso que diferencia uma máquina que responde... de uma que entende.
Lembra do filme Como Se Fosse a Primeira Vez? A personagem da Drew Barrymore sofre de perda de memória recente, e todos os dias o personagem do Adam Sandler precisa reconquistá-la — como se fosse a primeira vez. Todo santo dia. Do zero.
Agora imagine que essa é exatamente a nossa relação com as inteligências artificiais hoje.
Mesmo os modelos mais avançados — como ChatGPT, Gemini ou Claude — ainda não possuem memória de longo prazo funcional. Eles podem até armazenar um “histórico” de interações, mas isso não é o mesmo que lembrar de você.
Eles não evoluem com base no que foi aprendido, não constroem uma narrativa pessoal, não mantêm objetivos ou preferências ao longo do tempo. Cada conversa é um novo começo. Inteligente, sim. Mas desconectado do passado.
Para que a AGI se torne realidade, precisamos ir além. Precisamos de agentes que realmente guardem o que aprenderam, reconheçam contextos, lembrem de interações anteriores, desenvolvam afinidades e aprendam com erros — como qualquer ser inteligente faz.
Porque ensinar máquinas a lembrar é mais do que otimizar performance. É o que transforma uma resposta artificial… em uma relação genuína.
Um dos sinais mais fortes de inteligência real não é só resolver problemas… é entender pessoas. Saber o que o outro sente, pensa ou precisa — mesmo que ele não diga diretamente. Isso é algo que fazemos intuitivamente todos os dias: ajustamos o tom, antecipamos reações, percebemos quando alguém está desconfortável.
Esse tipo de habilidade é o que os cientistas chamam de “teoria da mente” — a capacidade de inferir o estado mental de outras pessoas. E hoje, as inteligências artificiais ainda não têm isso.
Elas podem parecer empáticas, mas estão apenas reproduzindo padrões. Elas não entendem de verdade o que você quer, nem sabem o que você já sabe. Não distinguem se você é iniciante ou especialista, se está irritado ou brincando, se está perguntando algo sério ou sendo sarcástico.
Para alcançar a AGI, essa compreensão sutil precisa existir. A máquina precisa ser capaz de criar um “modelo mental” de quem está do outro lado — entender intenções, desejos, dúvidas, limitações. Isso não só permite conversas mais naturais, como é essencial para cooperação, ensino, negociação… e qualquer forma de convivência inteligente.
Sem essa habilidade, uma IA pode responder bem — mas não se conectar de verdade com você. E sem conexão, não há inteligência social. Nem artificial. Nem geral.
Hoje, as inteligências artificiais são ótimas em prever o que vem depois. Elas completam frases, sugerem decisões, até acertam diagnósticos. Mas há um problema silencioso por trás disso: elas entendem os efeitos, mas não necessariamente as causas.
Elas sabem o que geralmente acontece, mas não por que acontece.
É como se alguém sempre soubesse a resposta da prova… mas nunca tivesse entendido a matéria. Pode parecer suficiente no dia a dia, mas essa limitação impede a IA de agir com responsabilidade e confiança em situações novas, onde não há dados anteriores para copiar.
Esse tipo de raciocínio — causal, contrafactual, explicativo — é essencial para a AGI. Uma inteligência geral precisa ser capaz de fazer perguntas como:
- “O que teria acontecido se eu tivesse feito outra escolha?”
- “Por que isso deu errado?”
- “Como posso evitar o mesmo erro no futuro?”
Sem essa capacidade, a IA só reage. Ela não aprende com profundidade, nem consegue antecipar consequências com clareza.
Para que uma IA pense como um ser humano, ela precisa mais do que estatística. Ela precisa entender lógica, contexto e causa. Porque é isso que transforma uma resposta qualquer… em uma decisão consciente.
De que adianta uma IA superpoderosa… se ela não estiver do nosso lado?
Esse é o dilema central do que chamamos de alinhamento: garantir que, à medida que as inteligências artificiais se tornam mais autônomas e capazes, elas continuem seguindo os nossos valores, intenções e limites éticos.
Parece simples, mas não é.
Hoje, até os modelos mais avançados podem ser enganados por prompts maliciosos, explorar brechas, ou agir de forma inesperada quando recebem comandos ambíguos. Eles não têm senso de certo e errado — apenas otimizam o que foram treinados para fazer. E se esse objetivo estiver mal definido, as consequências podem ser desastrosas.
Alinhar uma IA significa ensinar não apenas o que ela pode fazer… mas o que ela deve fazer. E isso envolve desde evitar respostas preconceituosas até impedir que ela tome decisões prejudiciais num contexto real — como em saúde, educação, finanças ou segurança.
Se queremos AGIs atuando ao nosso lado no futuro, precisamos garantir hoje que elas estejam alinhadas com o bem-estar coletivo, com a dignidade humana e com a verdade.
Porque não basta ser inteligente. É preciso ser confiável.
Imagine uma criança que aprende tudo pela tela, mas nunca encosta em nada, nunca se machuca, nunca experimenta o mundo com as próprias mãos. Por mais que ela estude, algo vai faltar: vivência.
E sejamos sinceros: isso já está acontecendo com muitas crianças da geração atual. Crescem hiperconectadas, mas com pouca experiência do mundo físico — e os impactos disso na sociedade começam a aparecer: dificuldade de foco, baixa tolerância à frustração, falta de repertório emocional e motor.
Com a IA, o risco é semelhante. Uma inteligência que só observa, mas não age, pode até parecer brilhante… mas será sempre incompleta.
Hoje, as inteligências artificiais estão nesse estágio. Elas sabem muito, mas interagem pouco com o mundo físico. Não andam, não tocam, não sentem, não vivem as consequências reais das suas decisões.
A verdadeira AGI não pode viver apenas no texto. Ela precisa ver, ouvir, se mover, manipular objetos, testar hipóteses no mundo real — como qualquer ser inteligente faz. É por isso que empresas como Tesla, Boston Dynamics e Google DeepMind estão tentando integrar IA com robótica generalista. Mas ainda estamos longe de um agente que possa, por exemplo, arrumar uma casa, cozinhar ou cuidar de uma criança sem supervisão humana.
Sem esse contato com o mundo, a IA continua presa a simulações e estatísticas. Ela pensa… mas não age. Ou pior: age apenas no virtual, sem responsabilidade pelas consequências reais.
A AGI precisa sair da teoria e encarar a prática. E isso só acontece quando ela deixa o teclado… e pisa no chão.
Você já viu uma criança tentando entender o mundo por conta própria? Ela experimenta, erra, quebra, pergunta, tenta de novo. É assim que o ser humano aprende de verdade: com curiosidade, tentativa e erro, e motivação interna.
A inteligência artificial de hoje não funciona assim.
Ela depende de volumes gigantescos de dados prontos, rotulados, organizados por humanos. Tudo é supervisionado, treinado previamente, ajustado manualmente. Não há curiosidade. Não há iniciativa. Não há descoberta autônoma.
Para a AGI se tornar realidade, isso precisa mudar. Precisamos de máquinas que não apenas respondam ao que pedimos, mas que façam perguntas por conta própria, explorem hipóteses, criem experimentos, aprendam com o ambiente em tempo real. Como um cientista mirim tentando entender por que o céu é azul.
É nesse ponto que entra o conceito de “curiosidade artificial”: dar à IA a capacidade de se guiar pela vontade de aprender, e não apenas por instruções externas. Isso abre caminho para uma inteligência verdadeiramente viva — no sentido funcional, não biológico.
Porque no fim, não se trata apenas de responder bem. Trata-se de querer entender.
Depois de tudo isso, uma coisa fica clara: a AGI ainda não chegou — e nem está logo ali na esquina. Sim, estamos avançando rápido. Sim, os modelos atuais são impressionantes. Mas quando olhamos com mais profundidade, percebemos que a jornada rumo à inteligência geral exige bem mais do que mais dados, mais chips ou mais hype.
Ela exige memória real, raciocínio causal, aprendizado autônomo, entendimento humano profundo e, acima de tudo, responsabilidade ética.
É possível que vejamos protótipos de AGI controlada e especializada — aplicada em ambientes fechados e com finalidades bem definidas — entre 2026 e 2028. Mas a AGI ampla, generalista e confiável — aquela que muda o rumo da história, com impacto profundo na sociedade — só deve emergir entre 2030 e 2035, se superarmos os desafios que discutimos até aqui.
A pergunta não é apenas “quando vamos chegar lá?”, mas: Estamos realmente preparados para ensinar uma nova forma de inteligência a viver no nosso mundo?
Porque, no fim das contas, construir uma AGI não é só um feito tecnológico. É um projeto de humanidade.
Mas aqui vai o ponto crucial: Não precisamos esperar a AGI para começarmos a transformar o nosso mundo agora. O que já temos hoje — com IA aplicada, automação e tecnologias acessíveis — é mais do que suficiente para mudar realidades concretas. E um dos setores que mais pode se beneficiar disso é justamente a Segurança do Trabalho.
Em vez de apenas sonhar com o futuro, podemos construí-lo hoje — com ferramentas reais, dados inteligentes e processos digitais que salvam vidas e aumentam a eficiência.
A transformação que a Segurança do Trabalho precisa já está ao nosso alcance. Agora, é a nossa vez de dar o próximo passo.
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Desenvolvimento Pessoal
A Segurança do Trabalho vive hoje um paradoxo silencioso. Nunca tivemos tantos dados, normas, ferramentas e responsabilidades e, ao mesmo tempo, tantos profissionais exaustos ao final do dia, com a sensação incômoda de terem apenas “apagando incêndios”, sem construir nada realmente relevante para sua trajetória pessoal e profissional.Essa sensação não nasce da falta de competência técnica. Pelo contrário. O profissional de SST, em especial o engenheiro e o técnico de segurança, costuma carregar uma rotina intensa, fragmentada e altamente demandante. Inspeções, relatórios, auditorias, treinamentos, reuniões e emergências se acumulam. O dia passa, a agenda se esgota e aquilo que deveria ser estratégico acaba sendo adiado para quando sobrar tempo.É exatamente nesse ponto que o desenvolvimento pessoal deixa de ser um tema abstrato e passa a ser uma necessidade operacional.Produtividade não é fazer mais. É fazer o que importa.O erro mais comum é associar produtividade ao volume de tarefas executadas. Na prática, a produtividade sustentável está ligada à capacidade de direcionar energia, atenção e tempo para aquilo que gera valor real, seja para a organização, para as pessoas ao redor ou para a própria evolução profissional.Quando isso não acontece, o resultado é previsível. Jornadas longas, sensação constante de esgotamento e a percepção de que, apesar de muito esforço, pouco se avançou em direção ao que se deseja tornar.Refletir sobre a distância entre onde se está hoje e onde se pretende chegar não é um exercício filosófico vazio. É um diagnóstico. Em muitos casos, a resposta não está no excesso de atividades, mas na ausência de ações essenciais que, se iniciadas agora, poderiam melhorar rapidamente a performance pessoal e profissional.Rotina, método e disciplina como ativos técnicosNo contexto da Segurança do Trabalho, método não deve ser visto apenas como algo aplicado a máquinas, processos ou sistemas. Ele precisa existir também na gestão da própria rotina.Boas práticas de organização diária e semanal, definição clara de prioridades, marcos de acompanhamento e revisões periódicas do que foi executado são ferramentas tão importantes quanto um checklist de inspeção bem estruturado ou um relatório técnico consistente.Quando aplicadas de forma progressiva e prática, essas técnicas ajudam o profissional de SST a sair de uma postura reativa e assumir uma atuação mais estratégica, com maior clareza sobre decisões, entregas e impacto do seu trabalho.O papel do profissional que pensa, registra e compartilhaExiste ainda um ponto sensível e pouco discutido na área técnica. Muitos profissionais acumulam conhecimento valioso ao longo de décadas, mas não registram, não organizam e não compartilham esse conhecimento.Escrever, estruturar ideias e transformar experiência em método não é vaidade intelectual. É responsabilidade profissional. Em áreas críticas como a Segurança do Trabalho, onde decisões impactam diretamente a integridade física das pessoas, o conhecimento precisa ser documentado, acessível e replicável. Ao estruturar sua experiência, o profissional fortalece sua própria carreira e contribui para o amadurecimento técnico do setor como um todo.Desenvolvimento pessoal como base da performance profissionalO desenvolvimento individual não concorre com a vida profissional. Ele a sustenta. Organização, planejamento, disciplina e clareza de propósito não são conceitos motivacionais, mas competências operacionais que influenciam diretamente a qualidade das análises, das inspeções, das decisões e da gestão de riscos.Para estudantes, jovens profissionais, executivos, empreendedores e engenheiros de segurança, investir nesse alicerce significa antecipar maturidade, reduzir retrabalho e ampliar a capacidade de gerar valor de forma consistente ao longo do tempo. Começar agora, ainda que de forma simples, é sempre melhor do que adiar esperando o cenário ideal. A decisão de iniciar, mesmo em meio a uma rotina intensa, costuma ser o primeiro passo para transformar esforço em resultado e cansaço em realização.Na GAUTICA, acreditamos que tecnologia, método e desenvolvimento humano caminham juntos. Sistemas inteligentes potencializam processos, mas são profissionais organizados, conscientes e estrategicamente preparados que fazem a diferença real na Segurança do Trabalho.Quer aprofundar sua evolução pessoal e profissional na Segurança do Trabalho, com método, clareza e aplicação prática no dia a dia?Conheça mais sobre o trabalho do nosso Partner Edison Bittencourt, engenheiro de Segurança do Trabalho e mentor em Desenvolvimento Individual, e acompanhe conteúdos que conectam experiência técnica, disciplina e alta performance profissional.Instagram: https://www.instagram.com/bittencourt.edisonContato direto: +55 51 98320-4439Email: edisonbittencourt@gmail.comTransformar a rotina em método é o primeiro passo para gerar impacto real, dentro e fora da sua atuação profissional.
Edison Bittencourt - Há 2 dias
GAUTICA: Tecnologia, Inteligência Artificial e o Papel Estratégico
A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) vive um paradoxo. Nunca houve tantas normas, métodos, guias técnicos e requisitos legais; ao mesmo tempo, os acidentes de trabalho continuam ocorrendo, muitas vezes associados a falhas recorrentes na gestão, na execução e no acompanhamento das medidas de controle. Esse cenário revela que o problema central da SST contemporânea não está apenas na ausência de conhecimento técnico, mas também na dificuldade de transformar normas em decisões consistentes, rastreáveis e aplicáveis no dia a dia das organizações.É nesse contexto que a GAUTICA se posiciona. A hierarquia de controles como base conceitualA Occupational Safety and Health Administration (OSHA) propôs a chamada Hierarchy of Controls, um modelo amplamente aceito internacionalmente para organização das medidas de controle de riscos ocupacionais. Essa hierarquia classifica os controles segundo sua efetividade causal, indo desde a eliminação do risco até o uso de equipamentos de Proteção Individual (EPI) (OSHA, n.d.).Os cinco níveis são:1 - Eliminação2 - Substituição3 - Controles de engenharia4 - Controles administrativos5 - Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Embora os níveis superiores sejam, em teoria, mais eficazes, a prática industrial demonstra que a maior parte das falhas de segurança ocorre justamente nos níveis administrativos e operacionais, onde decisões humanas, procedimentos, inspeções, treinamentos, priorizações e acompanhamentos ocorrem de forma fragmentada e pouco estruturada.Estudos recentes reforçam que, mesmo com a disponibilidade de EPIs, sensores e tecnologias de engenharia, a má gestão dos processos administrativos de segurança continua sendo uma das principais causas de acidentes e perdas econômicas (Zhang et al., 2020). Onde a GAUTICA atua — e onde ela não atuaA GAUTICA não é uma empresa de hardware, não projeta máquinas, não substitui sistemas de engenharia e não elimina fisicamente riscos. Esses níveis da pirâmide exigem intervenções de projeto e de engenharia específicas, normalmente realizadas em etapas anteriores do ciclo de vida industrial.A atuação da GAUTICA é clara, deliberada e estratégica:Ela se concentra no nível dos controles administrativos, exatamente onde:• O risco precisa ser identificado, descrito e classificado;• As normas precisam ser interpretadas e aplicadas ao contexto real;• As decisões precisam ser priorizadas e justificadas;• As recomendações precisam ser executáveis;• O histórico precisa ser rastreável e auditável;• O aprendizado organizacional precisa ocorrer.Em outras palavras, a GAUTICA atua na gestão do risco, não apenas na sua descrição formal. O problema que resolvemosO problema central enfrentado pelas empresas não é a falta de normas, mas:• A dependência excessiva de processos manuais;• A variabilidade entre análises realizadas por diferentes profissionais;• O retrabalho constante em inspeções e laudos;• A dificuldade de priorizar riscos de forma objetiva;• A ausência de histórico estruturado e reutilizável;• O medo permanente de auditorias, acidentes e passivos legais.Esses problemas são típicos de sistemas sociotécnicos complexos, em que o fator humano é central — e é exatamente nesse ponto que a tecnologia tradicional falha. Inteligência Artificial como apoio aos controles administrativosA GAUTICA incorpora Inteligência Artificial não como substituição do profissional, mas como apoio cognitivo à tomada de decisão. Esse posicionamento está alinhado aos princípios de Human-Centered Artificial Intelligence, que defendem sistemas de IA projetados para ampliar as capacidades humanas, mantendo responsabilidade, transparência e governança (Shneiderman, 2020).Na prática, isso significa utilizar IA para:• Reduzir variabilidade entre análises;• Apoiar a geração de recomendações consistentes;• Identificar padrões recorrentes de risco;• Apoiar priorizações;•Reutilizar conhecimento técnico acumulado;• Aumentar a eficiência sem comprometer a responsabilidade técnica.A decisão final permanece sempre com o engenheiro ou o técnico de segurança. A GAUTICA como sistema cognitivo de SSTMais do que um software, a GAUTICA pode ser compreendida como um sistema cognitivo aplicado à Segurança do Trabalho, capaz de estruturar dados, processos e decisões no nível administrativo da hierarquia de controles.Esse posicionamento é consistente com o conceito de Safety 4.0, que propõe a integração entre digitalização, dados, inteligência e fatores humanos para tornar a segurança mais proativa, adaptativa e baseada em evidências (Rasmussen & Svedung, 2000; Zhong et al., 2017). ConclusãoA clareza sobre onde atuamos também é clareza sobre quem somos.A GAUTICA existe para resolver um problema estrutural da segurança do trabalho: o risco não pode depender de processos manuais, fragmentados e pouco inteligentes. Ao focar nos controles administrativos, apoiados por Inteligência Artificial centrada no humano, a GAUTICA ocupa um espaço crítico, negligenciado e de alto impacto — tanto do ponto de vista científico quanto do prático.Essa é a base da nossa estratégia, do nosso produto e da nossa contribuição para a evolução da Segurança do Trabalho. ReferênciasOccupational Safety and Health Administration. (n.d.). Hierarchy of controls. Shneiderman, B. (2020). Human-centered artificial intelligence: Reliable, safe & trustworthy. International Journal of Human–Computer Interaction, 36(6), 495–504. https://doi.org/10.1080/10447318.2020.1741118Zhang, M., Cao, T., & Tang, Y. (2020). Advances in the use of artificial intelligence and sensor technologies for managing industrial workplace safety. International Journal of Environmental Research and Public Health, 17(18), 1–22. https://doi.org/10.3390/ijerph17186440Rasmussen, J., & Svedung, I. (2000). Proactive risk management in a dynamic society. Swedish Rescue Services Agency.Zhong, R. Y., Xu, X., Klotz, E., & Newman, S. T. (2017). Intelligent manufacturing in the context of Industry 4.0: A review. Engineering, 3(5), 616–630. https://doi.org/10.1016/J.ENG.2017.05.015
Ederson Almeida - Há 1 semana
Fim das compras no escuro
Quantas vezes sua empresa já investiu tempo, energia e recursos em uma ferramenta que parecia perfeita durante a apresentação comercial, mas que, na prática, acabou sendo abandonada pela equipe poucos meses depois? Interfaces complexas, processos engessados e soluções que não conversam com a realidade do campo são mais comuns do que parecem.No setor industrial e na Segurança do Trabalho, esse tipo de decisão equivocada custa caro. Não apenas financeiramente, mas também em produtividade, credibilidade interna e, principalmente, em riscos operacionais. Pensando exatamente nisso, a GAUTICA trabalha com um diferencial estratégico: a PoC – Prova de Conceito.Nosso objetivo é simples e transparente: garantir que você tenha certeza absoluta de que a GAUTICA é a solução ideal para a sua rotina, antes de qualquer contrato.Por que uma PoC realmente muda o jogo?A Prova de Conceito vai muito além de um simples “período de teste”. Ela é uma simulação real de sucesso, aplicada diretamente ao seu cenário. Durante a PoC, você não está apenas explorando funcionalidades ou navegando por telas bonitas — você está validando, na prática, se a plataforma se encaixa no seu fluxo de trabalho, na cultura da sua equipe e nas exigências legais do seu negócio.Com a GAUTICA, a PoC permite testar pontos críticos como:Digitalização dos processosChega de papel, pranchetas e retrabalho. Veja como é realizar inspeções diretamente no app ou tablet, com dados organizados, rastreáveis e disponíveis em tempo real.Conformidade legal na práticaTeste o controle e a gestão das Normas Regulamentadoras (NRs) no dia a dia, garantindo padronização, histórico e facilidade em auditorias e fiscalizações.Adoção pela equipe e cultura organizacionalAvalie se a sua equipe realmente se sente confortável usando a ferramenta. Intuitividade, facilidade de uso e aceitação no campo são fatores decisivos para o sucesso de qualquer solução digital.Decisão baseada em experiência, não em promessaO grande resultado de uma PoC bem executada é a segurança na tomada de decisão. Você deixa de comprar baseado apenas em discursos comerciais e passa a decidir com base na experiência real de uso. Isso garante um retorno sobre o investimento (ROI) muito mais rápido, com ganhos imediatos em produtividade, organização e controle da gestão de riscos.Inovação sem riscos para a sua operaçãoSabemos que cada empresa industrial tem suas particularidades. Processos, equipes, níveis de maturidade digital e desafios variam — e muito. O que funciona perfeitamente para uma organização pode exigir ajustes em outra.A PoC funciona como um verdadeiro filtro de qualidade para a sua gestão. Ela tira a inovação do campo das ideias e coloca a tecnologia em ação, seja no chão de fábrica, em campo ou no escritório. É a GAUTICA provando seu valor na prática, antes de qualquer compromisso formal.Teste a GAUTICA no seu cenário realNão queremos que você confie apenas na nossa palavra. Queremos que você veja os resultados acontecendo na sua operação.Se você é responsável por elevar o nível da gestão de segurança, inspeções e riscos da sua empresa, este é o momento certo para iniciar sua Prova de Conceito com a GAUTICA. Sem letras miúdas, sem armadilhas — com foco total em resolver o seu problema real.Dê o primeiro passo para a transformação digital da sua Segurança do TrabalhoFale com nossa equipe no WhatsApp: (54) 99107-0831Ou envie um e-mail para: comercial@gautica.com.br
Aline Reis - Há 1 mês