O Engenheiro Mecânico com mestrado na Área de Energia e Sustentabilidade. Leirisson Patrick de 25 anos foi entrevistado pelo nosso diretor Éderson de Almeida Pedro e falou sobre detalhes da NR-10.
Conte um pouco da sua experiência profissional e um pouco sobre a sua empresa:
Re:. A Engenharia.MEC, apesar de ter 01 ano de mercado atuando no setor de Segurança do Trabalho com foco em adequação de máquinas conforme a NR 12 e NR 10, é composta por uma equipe técnica com ampla experiência e conhecimentos multidisciplinares. Prezamos por unir a experiência adquirida na indústria com o meio acadêmico para promover a constante atualização dos conhecimentos. Então como experiência profissional, formei em 2016 e desde então busquei conhecimentos na área de empreendedorismo e pesquisa técnica-científica, fiz o mestrado e atualmente curso o doutorado na área de Energia e Sustentabilidade desenvolvendo projetos tecnológicos.
A equipe também é composta por profissionais, engenheiros mecânicos, com mais de 10 anos de experiência na indústria metal mecânica no segmento de manutenção, e engenheiro eletricista especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho, os quais já vivenciaram diversos problemas relacionados a falta de segurança em máquinas e equipamentos, e hoje nós utilizamos os conhecimentos adquiridos para solucionar esses problemas e gerar valor para os clientes.
O que é NR-10?
Re:. A NR 10 é a norma regulamentadora que estabelece os requisitos e condições mínimas para garantir a segurança dos trabalhadores que direta ou indiretamente interajam com instalações elétricas e serviços com eletricidade. Essa definição é interessante, pois deixa claro que a NR 10 não é destinada somente para quem trabalha diretamente com eletricidade, por exemplo eletricistas, mas sim para todas as pessoas que no desempenho de sua função pode estar predisposto ao perigo de eletrocussão. Como exemplos o operador de uma máquina industrial, ou uma equipe de manutenção poderão estar predispostos ao risco de eletrocussão caso a máquina não esteja devidamente adequada e/ou os procedimentos de seccionamento de energia e sinalização durante uma manutenção não sejam corretamente adotados conforme a norma. Sendo assim, hoje o principal foco de atuação da Engenharia. MEC é a adequação de máquinas e equipamentos conforme a NR 12 e NR 10. Mas apesar dessa aplicação, a NR 10 serve para todas as áreas da eletricidade, desde a geração, transmissão, distribuição e consumo. De maneira geral, a NR 10 obrigado todos as pessoas que trabalham diretamente com eletricidade a passar por um treinamento de 40 h e instruir aqueles que trabalham de forma indireta sobre os riscos da eletricidade e como se prevenir destes, também obriga as empresas a possuírem documentação sobre a parte da instalação elétrica (PIE – Prontuário da Instalação Elétrica, esquemas unifilares atualizados com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção) e outros documentos como APR (Análise preliminar de Riscos) e Permissão para o trabalho.
Por que trabalhar com NR-10?
Re:. Atualmente o Brasil se encontra em 4º lugar no ranking mundial de acidentes de trabalho com óbitos, e de acordo com o “ANUÁRIO ESTATÍSTICO ABRACOPEL - Acidentes de Origem Elétrica”, aproximadamente 76% dos acidentes com choques elétricos registrados resultam em óbito. Então por se tratar de uma fonte de energia invisível aos olhos, muitos trabalhadores negligencia os perigos relacionados à eletricidade. Diante de dados assustadores como os citados, visto que a NR 10 é para todas as áreas da eletricidade, desde a sua geração ao consumo, é aconselhável que a maior quantidade de pessoas tenha conhecimento desta norma, treinamento quando necessário, e preze por adequar as suas máquinas e equipamentos conforme a NR 10. Esse conselho não é somente para o ambiente industrial, por exemplo é muito comum acidentes com agricultores durante o manuseio, instalação e manutenção de bombas de poços artesianos e bombas de sucção. Nessa âmbito, a Engenharia.MEC preza por tentar reduzir esses índices assustadores através dos conhecimentos de engenharia, buscando levar informações e soluções de valor para os seus clientes de modo a aumentar a segurança e capacitação dos seus colaboradores.
Quem pode ministrar treinamento da NR 10?
Re: É uma questão que geralmente levanta dúvidas, como exemplo se um técnico de segurança do trabalho pode realizar tal treinamento. A resposta é não. A norma diz que o documento denominado por “Prontuário de Instalações Elétricas” deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado, como o treinamento é um dos anexos que devem compor tal prontuário deve ser realizado por profissional registrado no conselho de classe. Sendo assim o treinamento pode ser realizado geralmente por Engenheiro eletricista, técnico eletricista ou formação correlata. É importante que o colaborador que atua com eletricidade deve passar por um treinamento de reciclagem a cada dois anos ou em situações especiais como exemplo a alteração da sua função.
Na sua opinião, Qual a importância para uma empresa manter a documentação atualizada?
Re:. Primeiramente é responsabilidade da empresa manter esses documentos como exemplo o PIE (Prontuário de Instalações Elétricas), esquemas unifilares, APR e Permissões de Trabalho, atualizados e disponíveis aos trabalhadores e também aos agentes MTE, sujeito à multas em caso de fiscalização que podem chegar a valores consideráveis de acordo com a NR 28. Mas ao meu ver a fato de evitar multas tem importância desprezível, pois tais documentos, apesar de complexos, tem como principal objetivo garantir a gestão dos riscos relacionados à eletricidade existentes aos operadores e implementar condições seguras para os mesmos. Sendo assim, os operadores na maior sensação de segurança e sentido a sua valorização por parte da empresa, pode oferecer como retorno maior produtividade, tratando-se de Máquinas e Equipamentos adequadas à NR 10, terá menor probabilidade de sofrer com tempo de máquina parada em decorrência de interdição e acidente de trabalho, além de reduzir custos com possíveis indenizações o colaboradores afastados. Por exemplo, o diagrama unifilar apesar de ser uma representação simples da instalação elétrica, para o trabalhador autorizado, é o documento que informa, facilita e permite a realização de um trabalho mais seguro. Então, ao manter a documentação atualizada, a empresa está gerando uma memória dinâmica da instalação elétrica, dos procedimentos de trabalho, dos sistemas e medidas de proteção, das realizações de treinamentos, capacitações, contratações, certificações, especificações, testes de rigidez dielétrica, enfim da organização das instalações elétricas, consequentemente garantindo a segurança dos seus colaboradores.
Quais são as maiores dificuldades que os consultores encontram em relação a NR-10?
Re:. O nosso engenheiro eletricista, especialista em Segurança do Trabalho relata que a maior dificuldade do consultor geralmente está relacionado à documentação. O primeiro passo para um consultor é a avaliação do Prontuário da Instalação Elétrica quando necessário e demais documentações, as quais nem sempre encontram-se prontamente disponíveis ou atualizadas e organizadas até mesmo para uma auditoria interna, podendo levar até dois dias inteiros de trabalho apenas para a aquisição dos dados. Outro ponto é que a empresa necessita ter um profissional habilitado, qualificado ou capacitado e autorizado pela empresa para manusear as instalações elétricas; esse profissional deve fazer o acompanhamento durante a consultoria para realizar a abertura dos quadros de energia e nem sempre esse profissional está disponível durante as consultorias demandando mais tempo de serviço. Outro problema bem frequente, é que muitas vezes a adequação a NR-10 é erroneamente associada à manutenção, principalmente se tratando de adequação de máquinas, e o cliente cria uma resistência à adequação, visto que a sua máquina na condição atual já está entregando para ele o resultado esperado, embora não tenha o nível de segurança exigido conforme a norma.
Existe um relatório padrão ou cada consultor deve interpretar a norma e criar o seu?
Re:. Re:. Existe um escopo para a apreciação de riscos, previsto na norma ABNT ISO/TR 14121-2, mas que não é obrigatório a sua utilização, então é muito comum cada consultor criar seu próprio relatório, e ir aprimorando este conforme novas experiências e feedback dos clientes até chegar a um modelo próprio. Tratando das demais documentações exigidas, cada profissional faz a sua interpretação da norma sobre cada documento necessário e os organiza, não existindo também um padrão. É importante lembrar que qualquer alteração realizada no sistema elétrico deve constar na documentação e é responsabilidade do empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, fato que é comum ser negligenciado.
Como se classifica um risco de acordo com a NR-10?
Re: Há diversas metodologias técnicas que podem ser utilizadas para a análise de risco de acordo com a NR-10, atualmente a Engenharia.MEC utiliza a Análise Preliminar de Riscos (APR) que é pautada pela norma ABNT NBR ISO 12100 e utiliza como método para quantificar o nível de risco o HRN (Hazard Rating Number).
Existem ferramentas disponíveis no mercado para fazer análises de riscos de acordo com a NR-10, como o GRiscos é para a NR-12?
Re:. Em pesquisa que a equipe da Engenharia.MEC realizou, existem sim algumas ferramentas disponíveis no mercado, mas para colocar em prática qualquer NR, é muito importante além de garantir a correta interpretação da norma buscar conhecimentos externos, de pessoas com experiência profissional na área para garantir assim o desenvolvimento de um software com capacidade real de auxiliar os profissionais que atuam neste setor e até mesmo as empresas que se preocupam com a gestão de riscos. Então dessas ferramentas que encontrei, não tenho a garantia de que apenas implementaram o texto da norma ou buscaram o diferencial que é a experiência de um ou vários profissionais que atuam na área.
Vale a pena hoje, um recém formado focar na NR-10 ou qual é o melhor caminho na segurança do trabalho para ter uma carreira de sucesso?
Re:. Eu acredito que a graduação ou até mesmo a formação técnica, fornece ao estudante uma boa fundamentação teórica sobre diversos assuntos, te capacitando para buscar novos conhecimentos a partir desses, mas nunca te prepara completamente para uma área específica, sendo essa a responsabilidade do aluno. Como exemplo, a NR 10 é pouco abordada em um curso de Engenharia Elétrica, assim como a NR 12 também é pouco estudada na Engenharia Mecânica, mas com o conhecimento adquirido no curso, o aluno tem total capacidade de ler e interpretar a norma e a partir de então buscar conhecimento e experiência na área para conseguir atuar no mercado após a sua formação, ou seja, buscar a capacitação além da habilitação. E falando do mercado temos observado que existe ainda nas empresas brasileiras um processo intenso de adequação dos seus equipamentos, muitos vindo de importação, não atendem todos os itens necessários às normas regulamentadoras e/ou máquinas antigas que para continuar sendo usadas necessitam de ser adequadas para proteção dos usuários e colaboradores.
Considerações finais sobre o tema:
Re:. Há ainda um longo caminho para as empresas brasileiras perceberem a importância e eficiência das normas regulamentadoras para os seus colaboradores no âmbito de saúde e segurança, então a Engenharia. MEC tem como lema “Transformamos seus Custos em Investimentos”, justamente para demonstrar a empresa as vantagens em estar de acordo com as normas. Hoje a Engenharia. MEC atua principalmente com adequação a NR 12 e NR 10 voltado para Máquinas e Equipamentos na região Metropolitana de Belo Horizonte - MG e se quiserem conhecer mais sobre os nossos trabalhos, ou esclarecer qualquer dúvida, visite o nosso site www.engenhamec.com.br ou nossas redes sociais @engenhamec.com. Éderson, muito obrigado pelo convite e sigo a disposição para qualquer contato.
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A evolução da Segurança e Saúde Ocupacional até a OSH 5.0
IntroduçãoA Segurança e Saúde Ocupacional (Occupational Safety and Health — OSH) evoluiu como resposta a um problema recorrente da industrialização: a produção em escala ampliou a exposição humana a perigos mecânicos, químicos, elétricos e organizacionais, enquanto os sistemas de gestão e regulação demoraram a acompanhar a complexidade do trabalho. Ao longo das últimas décadas, esse campo deixou de ser essencialmente reativo (corrigir após o evento) para adotar configurações cada vez mais sistêmicas: primeiro por meio de legislação e fiscalização, depois por modelos de gestão padronizados e, mais recentemente, por meio da integração com tecnologias digitais e Inteligência Artificial (IA). Em paralelo, cresce o entendimento de que a segurança não é um “atributo do indivíduo”, mas um fenômeno sociotécnico: emerge da interação entre pessoas, máquinas, ambiente, processos e governança.Essa trajetória pode ser compreendida como uma “evolução em gerações” (de OSH 1.0 a OSH 5.0). Embora não exista uma padronização universal dessas “versões” nos mesmos termos que as normas (como a ISO 45001), a literatura recente tem consolidado o conceito de OSH 5.0 como um paradigma alinhado à centralidade humana, à sustentabilidade e à governança multinível — em diálogo direto com a transição da Indústria 4.0 para a Indústria 5.0. (MDPI)2. OSH 1.0: a era reativa e corretivaA OSH 1.0 pode ser entendida como o período em que a prevenção era incipiente e as ações de segurança eram predominantemente reativas: respondia-se a acidentes, danos evidentes e perdas produtivas com correções locais, muitas vezes sem padronização e com baixa capacidade de aprendizagem organizacional. Nessa fase, a segurança dependia fortemente de práticas informais, da experiência individual e de medidas pontuais.Mesmo quando existiam regras internas, eram frequentemente orientadas pelo “conserto” e pela contenção, não pela prevenção sistemática. O resultado era um ciclo de reincidência: os incidentes repetiam padrões porque as organizações ainda não possuíam instrumentos de governança e processos maduros de identificação, controle e verificação.3. OSH 2.0: o salto regulatório e o papel do EstadoA consolidação do paradigma OSH 2.0 ocorre com o fortalecimento do arcabouço regulatório, do papel do Estado e das instituições de fiscalização. Um marco relevante nesse processo é a consolidação, em muitos países, de legislações específicas que estabelecem direitos, deveres, padrões mínimos e mecanismos de aplicação.Nos Estados Unidos, por exemplo, o Occupational Safety and Health Act (OSH Act) de 1970 formaliza a intenção de “assegurar condições de trabalho seguras e saudáveis”, criando a OSHA e estruturando atribuições de normatização, fiscalização, educação e pesquisa. (SST Brasil)Do ponto de vista conceitual, a OSH 2.0 é fundamental porque:• Torna a segurança “obrigatória” (compliance), e não opcional;• Define padrões mínimos de aceitabilidade;• Cria consequências institucionais para o descumprimento.Entretanto, sua limitação é conhecida: a regulação estabelece requisitos, mas não garante, por si só, excelência operacional nem consistência na tomada de decisão. Isto é, cumprir a norma não equivale automaticamente a reduzir sustentadamente o risco. Essa lacuna abre espaço para a evolução seguinte: os sistemas de gestão.4. OSH 3.0: a maturidade dos sistemas de gestão e a lógica PDCAA OSH 3.0 emerge quando a segurança deixa de ser apenas conformidade e passa a ser tratada como um sistema gerencial: com processos, responsabilidades, objetivos, auditorias, melhoria contínua e integração com a gestão organizacional.Um marco importante nessa transição é a consolidação de diretrizes internacionais para sistemas de gestão em OSH. A International Labour Organization (ILO) publica as Guidelines on occupational safety and health management systems (ILO-OSH 2001), propondo um modelo internacional voluntário, compatível com outros sistemas de gestão, enfatizando a coerência de políticas e a proteção do trabalhador como parte da gestão organizacional. (International Labour Organization)Na sequência, a ISO 45001:2018 consolida o paradigma contemporâneo de sistemas de gestão em SST, enfatizando liderança, participação dos trabalhadores, identificação de perigos, avaliação de riscos e melhoria contínua — com uma estrutura compatível com a integração a outros padrões ISO. (iso.org)O ganho estrutural da OSH 3.0 é o deslocamento de “segurança como setor” para “segurança como sistema”. Isso torna possível:• Padronizar processos de identificação e tratamento de perigos;• Auditar decisões e evidências;• Institucionalizar responsabilidade (liderança e participação);• Criar memória organizacional e mecanismos de aprendizagem.Ao mesmo tempo, a OSH 3.0 também evidencia seu limite: sistemas de gestão podem virar “burocracia de papel” se não houver capacidade de execução, visibilidade e feedback em tempo adequado. Esse limite torna-se ainda mais crítico à medida que a produção industrial avança para ambientes hiperconectados e automatizados.5. OSH 4.0: digitalização, conectividade e a promessa (e os riscos) da indústria 4.0A OSH 4.0 pode ser descrita como a aplicação de tecnologias típicas da Indústria 4.0 para fins de segurança: sensores, IoT, sistemas ciberfísicos, análise de dados, automação e IA, como suporte a monitoramento e à prevenção. A lógica central é: se os sistemas produtivos se tornaram digitais e conectados, a segurança também deve se tornar mais orientada a dados e ao tempo real.A literatura destaca oportunidades e dilemas importantes. Revisões críticas apontam que a Indústria 4.0 altera a organização do trabalho e pode gerar tanto melhorias quanto novos riscos (técnicos e psicossociais), exigindo avaliação e gestão cuidadosa. (PMC)Nesse contexto, também emerge o debate sobre Safety 4.0, que combina tecnologias da Indústria 4.0 com objetivos de segurança e conformidade, incluindo monitoramento em tempo real, manutenção preditiva e apoio baseado em dados. (MDPI)O ponto crítico da OSH 4.0 é que ela tende a ser interpretada como “tecnocêntrica”: a tecnologia aparece como o motor principal, com risco de reduzir o trabalhador a fonte de dados e de privilegiar métricas e automações sem governança robusta. Quando isso ocorre, surgem problemas como:decisões automatizadas opacas;• Excesso de vigilância e perda de confiança;• Sobrecarga cognitiva;• Fragmentação entre dado coletado e ação efetiva no chão de fábrica.Essas tensões preparam o terreno para um novo paradigma: OSH 5.0.6. OSH 5.0: humano no centro, governança explícita e alinhamento com sustentabilidadeA OSH 5.0 é apresentada como um avanço conceitual que reequilibra a equação: não se trata de “mais tecnologia”, mas de tecnologia orientada por valores, com governança, responsabilidade humana e alinhamento a objetivos sociais mais amplos. Um artigo de referência propõe um modelo de OSH 5.0 com implantação estratégica multinível e multiescala, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030), articulando políticas públicas, estratégias organizacionais e práticas operacionais. (MDPI)Três pilares se destacam nesse enquadramento:• Centralidade humana (Human-Centered OSH): o trabalhador e o profissional de segurança não são “periféricos” ao sistema, e sim agentes centrais. A IA deve apoiar as capacidades humanas, não substituir a responsabilidade.• Governança e responsabilidade: decisões críticas exigem rastreabilidade, transparência, validação humana e prestação de contas. Não basta “o algoritmo funcionar”; é necessário que o sistema seja auditável e confiável em contextos regulados.• Integração com sustentabilidade e valor social: a segurança está conectada a produtividade, ao bem-estar, ao trabalho decente e à resiliência organizacional, em linha com a Agenda 2030 e com as preocupações contemporâneas de sustentabilidade. (MDPI)7. A Hierarquia de Controles como “fio condutor” entre OSH 3.0, 4.0 e 5.0Um eixo conceitual que ajuda a explicar a transição para OSH 5.0 é a Hierarquia de Controles. Tanto a OSHA quanto o NIOSH descrevem a lógica de priorização — da eliminação e substituição até controles administrativos e EPI — reforçando que controles devem ser selecionados em ordem de maior efetividade, e que medidas administrativas e EPI, embora necessárias, tendem a ser menos eficazes por dependerem de comportamento e consistência humana. (SST Brasil)O aspecto decisivo para a OSH 5.0 é reconhecer que, na prática industrial, grande parte da efetividade real se perde justamente no nível dos controles administrativos: procedimentos, inspeções, recomendações, planos de ação, treinamento, priorização, rastreabilidade e aprendizagem. Esse “nível administrativo” é sociotécnico por natureza: envolve normas, contextos, decisões, culturas, evidências e governança. É também o nível em que a IA, quando bem governada, pode gerar impacto imediato — reduzindo a variabilidade, o retrabalho e a inconsistência.8. Como a GAUTICA está ajudando a construir a OSH 5.0 nas empresasÀ luz desse percurso, a contribuição da GAUTICA se torna mais nítida: a plataforma atua onde a OSH 5.0 exige maturidade — na transformação de controles administrativos em processos estruturados, rastreáveis e escaláveis, preservando responsabilidade humana e reforçando a governança.8.1 GAUTICA como infraestrutura para decisões administrativas consistentesEm muitas organizações, o risco “existe” no papel (laudos, checklists, planilhas), mas não se converte em uma decisão padronizada. A GAUTICA atua como infraestrutura para reduzir três fontes clássicas de fragilidade administrativa:• Variabilidade entre profissionais e equipes;• Perda de histórico e baixa rastreabilidade;• Retrabalho e baixa eficiência na execução e acompanhamento de recomendações.Isso é OSH 5.0 porque a plataforma não pretende substituir controles de engenharia, nem “prometer” eliminação automática do risco; pretende garantir que as decisões e medidas administrativas sejam consistentes, auditáveis e integradas ao ciclo real de gestão.8.2 IA como apoio cognitivo — e não como automação irresponsávelO posicionamento OSH 5.0 depende do modo como a IA é usada. Na GAUTICA, a IA é concebida como apoio à decisão: ajuda a gerar recomendações práticas, organizar o conhecimento, sugerir caminhos e reduzir o esforço operacional, mantendo o engenheiro ou o técnico como responsável final pelo conteúdo e pela adequação ao contexto real. Essa arquitetura é coerente com o paradigma de OSH 5.0, que enfatiza a governança explícita e a centralidade humana. (MDPI)8.3 A ponte entre norma e execução: do compliance ao desempenhoAo organizar dados, decisões e planos de ação em processos digitais, a GAUTICA acelera a transição que muitas empresas ainda não conseguiram realizar: sair do compliance documental (OSH 2.0/3.0) e chegar a um sistema de gestão que aprende, rastreia e melhora continuamente com base na prática — o núcleo da OSH 5.0.Em síntese, a GAUTICA contribui para a OSH 5.0 não por “ter IA”, mas por resolver um gargalo estrutural da segurança moderna: o risco não pode depender de processos manuais, fragmentados e difíceis de auditar. Quando esse gargalo é tratado com governança, processo e apoio inteligente ao profissional, a tecnologia deixa de ser promessa e se torna capacidade organizacional — exatamente o que o paradigma OSH 5.0 requer.Referências• Ávila-Gutiérrez, M. J., Suárez-Fernández-Miranda, S., & Aguayo-González, F. (2022). Occupational Safety and Health 5.0—A Model for Multilevel Strategic Deployment Aligned with the Sustainable Development Goals of Agenda 2030. Sustainability, 14(11), 6741. (MDPI)• International Labour Organization. (2001). Guidelines on occupational safety and health management systems (ILO-OSH 2001). (International Labour Organization)• Occupational Safety and Health Administration. (1970). Occupational Safety and Health Act of 1970 (OSH Act). (SST Brasil)• Occupational Safety and Health Administration. (2023). Identifying Hazard Control Options: The Hierarchy of Controls (worksheet). (SST Brasil)• National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH). (2024). About Hierarchy of Controls. (CDC)• Leso, V., Fontana, L., & Iavicoli, I. (2018). The occupational health and safety dimension of Industry 4.0. La Medicina del Lavoro. (PMC)• Bispo, L. G. M., et al. (2024). The impact of Industry 4.0 on occupational health and safety. Journal of Safety Research (ScienceDirect record). (ScienceDirect)• ISO. (2018). ISO 45001:2018 Occupational health and safety management systems — Requirements with guidance for use. (iso.org)
Ederson Almeida - Há 3 dias
Atualizações de Fevereiro
A evolução da plataforma GAUTICA continua focada em um objetivo central: tornar a gestão de Segurança do Trabalho mais eficiente, rastreável e orientada por dados.As atualizações de fevereiro trazem melhorias importantes em três frentes estratégicas da plataforma: gestão financeira e contratação de créditos, visualização analítica de espaços confinados (NR-33) e organização documental dentro do sistema.Essas melhorias reforçam o papel da GAUTICA como uma plataforma que integra gestão, análise técnica e automação de processos relacionados às normas regulamentadoras.A seguir, apresentamos os principais avanços do mês.Compra de Créditos com Plano Anual e 20% de DescontoA contratação de créditos dentro da plataforma foi aprimorada para oferecer mais transparência e previsibilidade para os clientes.Anteriormente, a aquisição de créditos era realizada diretamente pela interface, sem uma diferenciação clara entre modalidades de contratação.Agora, a plataforma passa a disponibilizar a opção de Plano Anual com 20% de desconto, permitindo que o próprio cliente realize a contratação diretamente no sistema de forma simples e estratégica.Durante o processo de contratação, o usuário consegue visualizar claramente:• quantidade de créditos contratados• período de acesso ao plano• valor mensal já considerando o desconto aplicado• forma de pagamento disponívelCom essa melhoria, empresas que utilizam a plataforma de forma contínua passam a ter mais autonomia na gestão do seu plano, além de maior previsibilidade financeira e redução de custos operacionais.NR-33 | Espaços Confinados com Indicadores Visuais InteligentesA gestão de Espaços Confinados, um dos pontos críticos da segurança industrial, também recebeu melhorias importantes na plataforma.A tela de gerenciamento foi atualizada com novos indicadores visuais e gráficos analíticos, permitindo uma visão mais clara da situação dos registros cadastrados.Entre os novos recursos estão:• gráficos com a quantidade de espaços confinados por situação e por setor• indicador de tempo desde a última atualização dos registrosAntes dessa melhoria, as informações estavam disponíveis principalmente de forma textual ou distribuídas em diferentes registros do sistema. Agora, os dados passam a ser apresentados de forma visual e estratégica, facilitando a análise e a tomada de decisão.Essa visualização permite identificar rapidamente:• setores com maior concentração de espaços confinados• registros que precisam de atualização• prioridades de revisão e inspeçãoCom isso, a gestão de requisitos da NR-33 se torna mais inteligente e orientada por dados, apoiando o trabalho das equipes de segurança e facilitando o acompanhamento das condições operacionais.Gestão de Documentos | Anexação de Arquivos na PlataformaOutra evolução importante foi a liberação da funcionalidade de anexação de arquivos diretamente na Gestão de Documentos.A partir dessa atualização, os usuários podem:• vincular documentos técnicos às máquinas cadastradas• anexar arquivos diretamente dentro da plataforma• centralizar evidências técnicas em um único ambienteEssa funcionalidade fortalece um aspecto fundamental da gestão de segurança: a rastreabilidade documental.Na prática, isso significa menos dependência de pastas externas, e-mails ou sistemas paralelos para armazenar documentos relacionados às análises e inspeções.Além disso, a centralização das informações facilita auditorias, revisões técnicas e a organização dos registros exigidos pelas Normas Regulamentadoras.Evolução Contínua da PlataformaAs atualizações de fevereiro reforçam o compromisso da GAUTICA com a evolução contínua da plataforma, sempre buscando melhorar a experiência do usuário e ampliar a capacidade de gestão das equipes de Segurança do Trabalho.Ao integrar análise visual de dados, organização documental e autonomia de gestão dentro do próprio sistema, a plataforma avança no objetivo de transformar processos que antes eram manuais e dispersos em fluxos digitais estruturados, rastreáveis e eficientes.Seguimos trabalhando para que cada nova atualização represente mais inteligência operacional, conformidade normativa e produtividade para nossos clientes.Quer saber mais sobre as próximas novidades?Acompanhe o blog e as redes sociais da GAUTICA e fique por dentro das evoluções que estão transformando a gestão em SST.Assista ao vídeo completo com todas as atualizações de Fevereiro clicando aqui!
Gabriel Ferreira - Há 4 semanas
Atualizações de Janeiro
A Segurança e Saúde no Trabalho exige precisão, rastreabilidade e continuidade. Pequenas falhas operacionais, como a perda de dados em campo, comunicações pouco claras ou fluxos lentos de cadastro, acabam se transformando em retrabalho, inconsistências e riscos administrativos ao longo do tempo.Pensando nisso, as atualizações de janeiro da GAUTICA foram direcionadas a um objetivo central: reduzir fricções operacionais e aumentar a confiabilidade dos dados que sustentam a gestão de riscos, inspeções e conformidade normativa.Confira os principais avanços do mês: Prevenção de perda de dados nas navegações do app | App GNR-12Durante o cadastro de máquinas e riscos, especialmente em inspeções mais extensas, era possível que o usuário retornasse à tela anterior sem aviso caso algum campo obrigatório, como o Tipo do Equipamento, não estivesse preenchido. Isso podia resultar na perda de informações já inseridas, como capacidade, fabricante e número de série.Com a atualização, o aplicativo passa a exibir uma mensagem clara de confirmação ao tentar sair da tela sem preencher campos obrigatórios. O usuário é informado sobre o risco de perda de dados e pode decidir conscientemente se deseja continuar ou concluir o cadastro.O resultado prático é menos retrabalho em campo, maior segurança no preenchimento e mais confiança na utilização do app durante inspeções complexas. Comunicação com clientes | E-mails de renovação reformuladosOs e-mails de renovação da plataforma foram reformulados para refletir de forma mais clara o papel da GAUTICA na operação de SST das empresas.Antes, a comunicação tinha um foco excessivo em expiração de licença e créditos. Agora, o novo texto destaca pontos estratégicos como:• Continuidade da gestão de riscos• Preservação do histórico técnico e documental• Estabilidade dos processos administrativos de SST• Manutenção de dados estruturados e rastreáveisEssa mudança ajuda o cliente a compreender que renovar a licença vai além do acesso ao software: trata-se de manter uma base confiável de dados que sustenta decisões técnicas, auditorias e conformidade com as normas regulamentadoras. Inspeções em campo | Mais agilidade no cadastro de medições | App GNR-13O fluxo de cadastro de medições em inspeções foi otimizado para acompanhar melhor a realidade do trabalho em campo.Agora, é possível registrar novos pontos e medições de forma contínua, sem a necessidade de fechar e reabrir o modal a cada lançamento. Essa melhoria:• Reduz cliques desnecessários• Torna o processo mais fluido• Acelera o preenchimento de dados técnicosEquipes que realizam medições sequenciais e inspeções detalhadas sentem diretamente o ganho de produtividade e foco durante a atividade. Visualização completa dos registros de máquinas | Plataforma WebA consulta e visualização dos registros associados às máquinas na NR-12 também evoluiu.Todos os registros vinculados às máquinas passam a ser exibidos de forma consistente na plataforma web, eliminando lacunas de visualização e reforçando a confiança do usuário no histórico apresentado.Essa melhoria fortalece dois pilares essenciais da gestão de SST:• Rastreabilidade das informações• Transparência dos registros técnicosCom isso, análises se tornam mais seguras e decisões técnicas mais bem fundamentadas. Evolução contínua, impacto real.As atualizações de janeiro refletem o compromisso da GAUTICA em evoluir não apenas com novos recursos, mas com melhorias que impactam diretamente a rotina dos profissionais de Segurança do Trabalho.Menos retrabalho, mais fluidez em campo, comunicações mais estratégicas e dados cada vez mais confiáveis: tudo isso contribui para uma gestão de SST mais madura, eficiente e alinhada às exigências normativas.Quer saber mais sobre as próximas novidades?Acompanhe o blog e as redes sociais da GAUTICA e fique por dentro das evoluções que estão transformando a gestão em SST.Assista ao vídeo completo com todas as atualizações de outubro clicando aqui!
Gabriel Ferreira - Há 1 mês